Com o slogan "o meio muda, a verdade continua", a campanha apresenta imagens de três ditadores bem conhecidos pela falta de apreço à liberdade de imprensa. Porém, nelas, Kadaffi, Mugabe e Ahmadinejad foram atingidos pelos excrementos de um inoportuno passarinho.
Para quem ainda não captou a ideia, reparem na logo do Twitter, no canto superior das peças acima.
É inevitável lembrar da campanha de uma outra organização, a Sociedade Internacional de Direitos Humanos. Lançada há mais tempo, mostra ditadores acuados por um mouse. Põe a internet como um meio extremamente poderoso, capaz de amedrontar ditadores ou até mesmo derrubar governos.
O papel da rede como libertadora de países opressores foi muito discutido com o levante tunisiano, egípcio e líbio. Egveny Morozov, autor de The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom foi especialmente abordado pela imprensa brasileira sobre o assunto. Cheguei a ler entrevistas de Morozov em, pelo menos, quatro publicações nacionais. Segundo ele, não foi o Facebook a grande razão da ruína dos regimes ditatoriais árabes. Foi consequência de insatisfações reais. No caso do Egito e na Tunísia, a rede auxiliou na organização dos protestos. Já na Líbia não parece ter um papel relevante. E Morozov lembra: ditadores também tem acesso à web e usam para a opressão.
Apesar de parecida, a campanha da Saatchi parece ter um ângulo. É mais discreta. Não afirma que o Repórter Sem Fronteiras pode de derrubar governos.Mas continuará incomodando os ditadores. Sendo uma pedra no sapato. Ou, no caso, uma mancha de cocô em impecáveis ternos.




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